Dimensão Urbana. Planejamento. Plano diretor vai aos bairros. Ipplap organizou agenda para que a população seja capacitada e problemas elencados.

Começa no próximo mês, as reuniões com a comunidade e nos bairros, para a elaboração da revisão do Plano Diretor de Piracicaba. A primeira audiência pública realizada pela prefeitura, ocorreu na quarta-feira (21), e contou com número expressivo de representantes da sociedade, de diferentes segmentos. A reunião aconteceu no auditório do Centro Cívico. A agenda com todas as datas pode ser conferida no site www. planodiretor.piracicaba.sp.gov. br. Por esse site também é possí- vel sugerir propostas e verificar as já protocoladas. Os participantes da audiência pública apresentaram questionamentos referentes à acessibilidade, área rural, patrimônio, meio ambiente, segurança e o perímetro urbano, principalmente com relação aos vazios urbanos e os lotes vazios na região urbana, que soma cerca de 43 mil unidades. O presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Piracicaba (Ipplap), Arthur Ribeiro, ressaltou que há previsões legais para incentivar a ocupação desses lotes vazios e que estão sendo discutidas tecnicamente nessa revisão do Plano Diretor. Uma das ideias apresentadas foi a do direito de preempção, previsto no Estatuto das Cidades. Esse instrumento, conforme a lei, prevê que "será exercido sempre que o Poder Público necessitar de áreas para regularização fundiária; execução de programas e projetos habitacionais de interesse social, ordenamento e direcionamento da expansão urbana, implantação de equipamentos urbanos e comunitários; criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes" e outros. "Todas as possibilidades e sugestões serão analisadas. Por esse motivo é importante a participação da sociedade nas reuniões de capacitação e oficinas que serão realizadas nas entidades e nos encontros do Orçamento Participativo (OP)", afirmou. Segundo ele, a zona rural tem dois encontros previstos na sede da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento. Também haverá um encontro sobre a macrozona rural na Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), no dia 15 de março. Na audiência, a professora Marly Teresinha Pereira, sugeriu que as discussões sobre a zona rural também sejam levadas até os moradores. "Essa população não está organizada", sugeriu. Ribeiro ressaltou a importância de os representantes das associações dos moradores participarem das reuniões em suas regiões. "As pessoas serão capacitadas, depois serão realizadas oficinas para debate dos problemas e coleta das sugestões, que passarão pelo crivo da comissão técnica para a elaboração do plano", explicou.

Fonte: GAZETA DE PIRACICABA PIRACICABA, SEXTA-FEIRA, 23 DE FEVEREIRO DE 2018