Dimensão Urbana -mobilidade/ Mortes no trânsito aumentam na cidade

O número de mortes no trânsito de Piracicaba no primeiro semestre deste ano foi maior na comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho de 2017, 35 pessoas morreram em acidentes no perímetro urbano e rodoviário do município. O nú- mero equivale a uma fatalidade a cada cinco dias. No primeiro semestre de 2016 foram 19 óbitos, que indica o aumento de 16 casos neste ano. O levantamento foi feito pelo Jornal de Piracicaba com base nos dados do programa Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito). Os homens correspondem a 88% dos casos (31 ví- timas), já as mulheres são 11% (quatro vítimas). Entre as principais causas das mortes aparecem as colisões e os atropelamentos. Na contagem mensal dos acidentes automobilísticos registrados em Piracicaba, o Infosiga contabilizou: janeiro (cinco óbitos); fevereiro (sete); mar- ço (seis); abril (quatro); maio (seis); e junho (sete). As motos foram o principal veículo utilizado pelas vítimas do trânsito e representam o meio de transporte utilizado por 11 vítimas. Os automóveis aparecem na sequência com nove casos. Os acidentes envolvendo pedestres somam três casos, as bicicletas fizeram duas vítimas e um acidente envolveu ônibus. Nos nove casos restantes o Infosiga não informou o meio de transporte. O especialista em trânsito José Almeida Sobrinho, membro do conselho deliberativo do IBCT (Instituto Brasileiro de Ciências do Trânsito), avalia que o aumento nas fatalidades resulta de um conjunto de fatores que vão da imperícia dos condutores, negligência na manutenção dos ve- ículos, até falhas na sinalização das vias. “É lamentável que Piracicaba apresente números tão negativos, o que infelizmente demonstra que a cidade está na contramão dos demais municípios que registram quedas contínuas nas mortes no trânsito”, afirmou. Sobrinho destacou que os acidentes envolvendo motociclistas são o maior motivo de preocupação. “Os motociclistas ainda são ‘invisíveis’ no trânsito, principalmente aos veículos de grande porte”, afirmou o especialista.

Fonte: CIDADE JORNAL DE PIRACICABA SÁBADO, 22 DE JULHO DE 2017