Dimensão Social - Saúde : Mortalidade infantil tem menor índice histórico

A Fundação Seade (ServiçoEstadualdeAnálisedeDados eEstatísticas) confirmouontemquePiracicaba teve em 2016 a menor taxa de mortalidade infantil desde o início da série histórica.Segundooórgãoestadual, que realiza o levantamento desde 1980, a taxa no ano passado foi de nove mortes de crianças para cada mil nascidas vivas, o que representa uma queda de 78,9% desde o primeiro índice divulgado (42,8). No ano anterior, a taxa havia sido de 12,2. Até o ano passado, o melhor resultado da história da cidade havia sido registrado em 2009, quando a taxa ficou em 9,04. O combate organizado às causas de mortalidade começou em 2005, após a cidade registrar um coeficiente de 14,69 óbitos. O encontro foi o marco do Pacto pela Redução do Óbito Infantil em Piracicaba e culminou no comprometimento dos trabalhadores da saúde, representantes dos hospitais e da sociedade civil para reduzir a mortalidade infantil e aproximar Piracicaba dos padrões internacionais. A partir dessa data, foram implementadas várias ações de cuidado e atenção às gestantes e às crianças menores de um ano, formando uma redede atençãopara alcançar a meta estipulada: reduzir a taxa do óbito infantil até atingir valores de um dígito, em um período de 15 anos. “A queda do Coeficiente de Mortalidade Infantil de Piracicaba é resultado de um trabalho integrado, sob a coordenação da Secretaria da Saúde, por intermédio do Pacto Pela Redução da Mortalidade Infantil, envolvendo toda estrutura de saúde do município, seus profissionais e parceiros, tanto do setor pú- blico como privado. Tratase de um trabalho intensivo e permanente de conscientização da gestante e seus familiares, bem como de ajustes desta rede no atendimento no pré e pós-natal, até um ano de vida do bebê”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Pedro Mello. DIVERGÊNCIA — Em junho, a Pasta divulgou um número divergente do da Seade. Segundo relatório enviado ao Ministério da Saúde, a taxa em Piracicaba em 2016 teria sido de 8,75 mortes para cada mil nascidos vivos. Para o município, a diferença pode ter sido causada por dados cartoriais, fonte do órgão estadualpara elaboraçãode sua pesquisa. “As informações do Banco de Dados local abastecem o Ministério da Saúde e são qualificados com a investigação de 100% dos óbitos”, informou a secretaria.

Fonte: JORNAL DE PIRACICABA